Balanço geral da 10ª OID
A 10ª Oficina para Inclusão Digital chega ao seu final. Ao todo foram 2.169 inscritos e 1.111 credenciados no evento. Dezenas de oficinas, seminários, encontros de Programas de Inclusão Digital e plenárias cobriram os temas mais importantes do setor no país, com a participação ativa de monitores de telecentros, tutores, estudantes de escolas públicas, professores, representantes de diversos órgãos dos Governos Federal e estaduais e de organizações da sociedade civil.
Há dez anos a Oficina para a Inclusão Digital é um espaço de debates sobre as políticas públicas, ações e projetos do governo e da sociedade civil em torno da inclusão digital. A novidade de 2011 foi a criação da Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações e o avanço no debate das políticas para universalização da internet.
“Sempre buscamos a manutenção da pluralidade de todas as modalidades de inclusão digital que pululavam pelo país, mas ao mesmo tempo reivindicavamos um norteador dessa ação. Pela primeira vez na Oficina, temos uma Secretaria dando uma cara nova para essas políticas públicas. Temos muitos ganhos a celebrar. Para quem lembra da feituras das Cartas (documentos entregues pela sociedade civil a cada final das OIDs), é a primeira Oficina onde temos uma Secretaria de Inclusão Digital consolidada, uma demanda nossa há muitos anos”, disse Maurício Falavigna, da Rede Marista e representante da Sociedade Civil na mesa do Balanço Geral do encontro. No entanto, Falavigna lembrou a ausência de um representante da sociedade civil na abertura do evento e indicou o temor das organizações pela perspectiva de que o formato desse evento possa causar o acirramento do debate nos próximos anos. “Queremos construir isso juntos. O Brasil mudou e temos certeza que a sociedade civil tem grande participação em toda essa transformação na inclusão digital”.
A Secretária de Inclusão Digital, Lygia Pupatto, destacou a intenção do Governo de compartilhar, se aproximar e debater com a sociedade: “Só podemos caminhar se não tivermos medo do debate. Nós queremos debater pois queremos a contribuição que a sociedade pode nos dar, como nos ofereceu aqui, colocando em pauta o tanto que nós temos que andar ainda”.
Para Pupatto, espaços como a Oficina são importantes por servir para a reflexão para os desafios futuros e também para realizar o caminho já trilhado. Ela reforçou a importância das ações transversais do governo e com a sociedade para o avanço na inclusão digital. “Quero desejar sucesso a rede e a todos os apoiadores que juntos estão construindo um novo país. Não é fácil, mas é bom quando olhamos para trás e sabemos que contribuímos para o país ficar um pouco melhor”
Anfitriões do evento também tiveram representação na mesa o Governo do Estado e a Prefeitura de Vitória. O Subsecretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Estado do Espírito Santo, Alberto Farias Gavine Filho, deu destaque aos debates de Cidades Digitais e às ações voltadas para a formação com os monitores de todo o Brasil. “Esse evento deixa dois produtos para o Governo do Espírito Santo, o Seminário de Inclusão Digital para a Micro Pequena Empresa e a 1ª Agenda Capixaba de Inclusão Digital, que no próximo ano terá como tema os Telecentros, assunto que será tratado como política pública para o Estado”.
O Secretário de Geração de Trabalho e Renda da Prefeitura Municipal de Vitória, Paulo Alfonso Menegueli agradeceu a presença da Oficina no Estado, ressaltou a importância de apoiar o evento e disse que pretende colaborar com as próximas edições.
Foram lembrados como colaboradores especiais para a Oficina para Inclusão Digital, Cristina Mori, Ana Carina Gomes, Denis Rodrigues da Silva, Diego Aguilera, a equipe da Secretaria de Inclusão Digital, todos os monitores, tutores e supervisores de formação, assim como Alexandre Mesquita, Beatriz Tibiriçá, Paulo Lima e Silvana Lemos, colaboradores nos últimos anos da Oficina.
Nenhum comentário:
Postar um comentário