Dengue é reflexo de comportamento dos moradores
Tempo bom e muito calor tem marcados os últimos dias. Coisa boa, não?
Dá pra sair com roupas mais leves e até tomar aquele suco gelado ou um
sorvete bem gostoso. Mas o início do clima mais quente é também sinal de
preocupação, pois as características climáticas típicas do verão servem
de alerta para a transmissão da dengue no país. E, aí, tanto órgãos
públicos quanto a comunidade devem fazer sua parte para combater o
mosquito da dengue – Aedes Aegypti.
Preocupados com a proliferação do mosquito na cidade, os irmãos
Fabiano Ostapiv (Professor e Dr. Eng. Mecânica – UTFPR-PB,
vice-presidente do SINDUTF-PR) e a médica Elisabeth Ostapiv (Médica
Especialista em Medicina de Família e Comunidade SSPB) desenvolveram um
estudo de caso de um terreno baldio em Pato Branco, tendo como base que o
lixo existente nestes terrenos forma o principal local de criação do
mosquito.
O terreno escolhido fica no bairro La Salle e, no trabalho de
pesquisa, levantou-se a existência de focos de larva do mosquito em
diferentes tipos de recipientes de entulhos, depositados há décadas no
terreno em questão, com 450 metros quadrados, em março de 2013.
Desenvolvedores da pesquisa, os irmãos Ostapiv contam que foram
recolhidos diversos tipos de recipientes dos entulhos que armazenavam ou
poderiam armazenar água e formar criatórios de larvas do Aedes aegypti.
Eles foram contados e classificados e, em seguida, identificaram-se
os recipientes que continham larvas visíveis de mosquitos. A
classificação dos materiais foi dividida em cinco categorias principais:
garrafas de vidro; garrafas PET; latinhas; tampas e potes e outros. Na
contagem final, 6,2% dos recipientes apresentavam larvas do mosquito.
Este é apenas um de muitos exemplos de terrenos baldios que existem
em Pato Branco, os quais se apresentam, por vezes, mal cuidados e
servindo de depósitos de entulho.
Prevenção local
Para o coordenador de doenças endêmicas da Secretaria de Saúde de
Pato Branco, Rodrigo Bertol, o Paraná está assustado e em alerta, pois
prevê uma nova epidemia para 2013/2014. “Está circulando dengue tipo 4 e
Pato Branco terá que ter muito mais cautela, pois a cidade não entrou
em contato com nenhum tipo de dengue e, caso venha qualquer uma delas,
poderá causar uma epidemia, a nossa população está sensível ao vírus”,
fortalece.
A cada três meses a Secretaria faz um levantamento de índice de vetor
(mosquito ou suas larvas) e, no resultado de agosto/setembro,
encontrou-se apenas uma larva. Bertol comenta que novos agentes estão
chegando à Secretaria para ajudar no combate a dengue através do
concurso da prefeitura, mas ainda vão passar por capacitação. “Isso vai
auxiliar a comunicação. Vamos fazer mais eventos de divulgação, mas a
população já está careca de saber quais são os meios, a comunidade
precisa participar”, alerta.
Até hoje Pato Branco só teve casos de dengue importados, ou seja, pessoas que contraíram o vírus fora da cidade.
Lei municipal
Foi sancionada em 19 de junho de 2013 uma lei municipal que fala
sobre a limpeza nos imóveis urbanos, edificados ou não, lindeiros em
vias ou logradouros públicos, beneficiados ou não com meio-fio e/ou
pavimentação asfáltica, onde seus proprietários são obrigados a
mantê-los limpos, capinados e drenados, respondendo em qualquer situação
pela má utilização do imóvel. O não cumprimento da ação cabe autuação e
até mesmo multa.
Fonte: Diário do Suldeste
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